domingo, 28 de agosto de 2016

Síndrome do Ninho? Pois claro!

A avó M acha que, actualmente, lemos e sabemos muito sobre tudo o que está relacionado com a gravidez e o parto (entre outras coisas). Eu sei que é verdade, há 30 anos atrás as nossas mães só sabiam o que o médico lhes dizia, não tinham acesso a 1001 livros acerca da gravidez, maternidade e bebés, nem à Internet com os seus 1001 fóruns e blogs acerca destas temáticas.
Distingo esta informação que nos chega em 3 tipos:
- Útil: de uma forma ou de outra, acaba por nos ajudar a compreender e a saber como actuar perante certas situações que se passam connosco;
- Prejudicial: é preciso saber filtrar bem tudo o que nos chega, já que parte da informação que nos chega via Internet é errada ou, sendo verdadeira, apenas contribui para nos deixar mais confusas e com mais dúvidas;
- Inútil: não podendo ser classificada como prejudicial, se não se dedicassem a estudar estas coisas, engravidaríamos, teríamos os bebés e correria tudo bem na mesma.
Nesta última classe, incluo a constatação do fenómeno denominado como "Síndrome do Ninho" ou o instinto de "Fazer o Ninho". É claro que, da primeira vez que li sobre isso pensei "Ora aí está algo de que eu, com toda a certeza, irei "sofrer"". Só não esperava que durasse tanto. Se, segundo algumas fontes, se trata de um sinal, desencadeado por alterações hormonais, de que o parto está para breve, eu estou neste processo há cerca de 60 dias.
Sim, eu era daquelas que achava que ia trabalhar até ao fim. Mas "valores mais altos se levantam", quando da saúde do nosso filho se trata. Assim, e uma vez que me foi recomendado repouso, comecei por arrumar gavetas, papéis, pastas de computador... Passei depois para a preparação da roupa do M, que várias pessoas achavam que já estava a ficar tarde. Mais de 40ºC por aqui, e eu a lavar, estender e passar roupa a ferro... Mais tarde, quando já se considerava seguro o M nascer (o que coincidiu com o início das férias da avó M, que veio, assim, ajudar), passei a dedicar-me a outro tipo de actividades, arrumações que exigiam mais esforço e limpezas mais profundas. Completamos amanhã as 40 semanas, há 3 dias andávamos a limpar todos os vidros que existem em casa (tarefa que não é, habitualmente, executada por mim), ontem montei um toalheiro e um suporte de rolos de papel higiénico (tipo de tarefa que também não é, habitualmente, minha, e deixou o Pai muito satisfeito e orgulhoso). Isto para além das limpezas normais, do lavar, estender e passar roupa a ferro.
Se acho que me vou arrepender de não ter descansado mais neste últimos dias, como recomendam todas as mulheres que já passaram pelo mesmo? Provavelmente e, por isso mesmo, todos os dias tento prometer a mim mesma que "é amanhã". Se sinto que podia fazê-lo? Não, porque contraria a minha maneira de ser e de estar na vida. Acho que, se o M demorar muito mais, entro na fase "Desarrumar para voltar a arrumar".
"Síndrome do Ninho"? Fenómeno cientificamente comprovado!


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Já é quase Natal outra vez...

Foi no dia 24 de Dezembro de 2015, por volta das 7h20, que soube que ia ser mãe.
Foi no dia 25 de Dezembro de 2015, por volta da 1h, que o pai soube que ia ser pai.
Foste/És a mais pequena e melhor prenda que alguma vez recebe(re)mos.
E, literalmente, nunca mais deixou de ser Natal cá em casa. Porque o teu pai adora o Natal e está sempre à procura de uma boa desculpa para não desmontar a árvore, este ano teve, pela primeira vez, um argumento suficientemente forte. Nada que eu não tivesse previsto quando decidi que o teste de gravidez seria um bom presente.
Passada a emoção e alegria iniciais, o tempo foi pouco para viver esta gravidez como dizem ser suposto (!) viver uma gravidez. Eu entre a Farmácia, as formações e o curso de Gestão, o pai sempre no Hotel (a trabalhar!), cheguei a sentir-me uma péssima mãe por não te tocar, não conversar contigo, não descansar... De qualquer forma, o facto de ainda não te sentir, não se notar muito a barriga e de não teres um nome, fazia com que parecesse tudo pouco real. 
Por isso, foi Natal novamente quando, no dia 26 de Abril, por volta das 15h, o médico disse "É um menino!". Aí sim, ganhaste automaticamente um nome, tornou-se tudo muito mais real, e assim que saímos da clínica onde fizemos a ecografia fomos ver a cama de grades (que já sabíamos que queríamos) e começamos a ver carrinhos, alcofas... 
E agora, estamos a dias (não sabemos quantos e todos à nossa volta parecem saber mais sobre isso do que eu e tu!) de ser Natal outra vez...