segunda-feira, 3 de abril de 2017

Porquê?

Se a OMS preconiza o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses, porque é que os médicos de família querem iniciar a alimentação complementar aos 4 meses?
Se a OMS recomenda que a amamentação seja mantida até, pelos menos, aos 2 anos, porque é que as enfermeiras acham que aos 7 meses já está na altura de deixar de mama?
Se a OMS recomenda que se evite o açúcar até aos 2 anos, porque é que a maioria das papas e iogurtes “para bebés” têm uma quantidade assustadora de açúcares adicionados e é tão difícil encontrar no mercado alimentos deste tipo que não sejam prejudiciais à saúde dos nossos bebés?
(São meras perguntas retóricas, para reflexão, penso saber a resposta para todas.)

Como mera ilustração aqui fica o Martim a empanturrar-se com um iogurte sem açúcares adicionados (sim, desses mesmo, super azedos, coitadinho :P ).
E não, ele não se suja assim a comer, o pai é que achou que ficava mais giro. J


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Fomos para a creche!


E saiu tudo ao contrário! Mais uma lição… Nada de previsões quando falamos de bebés!
Correu tudo lindamente (segundo me disseram…) Adormece facilmente, fica no berço, dorme bem, não chora em demasia e bebe bem o biberão… Gosta dos meninos mais crescidos, agitação à volta dele e aulas de música! Para já, tem corrido tudo bem!
Quanto às doenças habituais de início de actividade social do bebé… Eu achava que ele era tão forte e tinha tantos anticorpos que não teríamos desses problemas (viva o leite materno!)… Errado! Parece mesmo que fomos todos para a creche! Bebé com nariz entupido e tosse, pai com nariz entupido e tosse, mãe com tosse e febre… Só escapa a Flor!

Saiu tudo ao contrário… 

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Cinco


Cinco meses de leite materno.
Cinco meses de chichi.
Cinco meses de cocó.
Cinco meses de fraldas.
Cinco meses de compressas.
Cinco meses de cotonetes.
Cinco meses de soro fisiológico em unidoses.
Cinco meses de banhos, ao bebé e ao pijama da mãe.
Cinco meses de colo.
Cinco meses de choro.
Cinco meses de sorrisos.
Cinco meses de emoção.
Cinco meses de festa.
Cinco meses de alegria.
Cinco meses de músicas de brinquedos de bebé, que são todas iguais.
Cinco meses de música alta e videoclips dos hits do momento.
Cinco meses de coisas sem jeito nenhum que passam a ser as mais importantes do Mundo.
Cinco meses de “não há nada melhor no Mundo”.
Cinco meses de “não aguento mais isto”.
Cinco meses do maior, mais profundo e mais puro amor.
Cinco meses da menos reconhecida e mais gratificante profissão do Mundo.
Cinco meses de ti.

Parabéns, bebecas. <3

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Aos que nos chamaram doidos…

É só para dizer que correu tudo bem! Viagem de ida, viagem de volta e tudo por lá… Correu tudo bem! Obrigada pela preocupação. Resumindo:
Viagem de ida: Algum sono, algum choro, muita mama;
Por lá: Mama em monumentos, fraldas trocadas em fraldários de monumentos e no meio da rua, passear no sling, dormir no sling, passear ao colo, dormir ao colo, mãe com dores no ombro esquerdo, pai com dores nos braços, bebé feliz e bem-disposto, muita brincadeira e desenhos animados da Rai yoyo, bebé a dormir melhor à noite do que em casa (provavelmente cansado das caminhadas…);
Viagem de regresso: Mama na subida e na descida, duas horas a dormir, rir à gargalhada com a senhora italiana que falou com ele quando acordou, agradecimento das malucas que foram a Roma passear, pelo bebé fantástico que deixou os outros passageiros dormir;

Conclusão: Mães, não temam! Os bebés são todos diferentes e suficientemente imprevisíveis para nunca termos a certeza se irá ou não correr bem! Arrisquem! No nosso caso, aos 3 meses tínhamos dado um passeio bem menos assustador do que este com ele e tinha corrido bem pior… Agora correu bem melhor do que esperávamos, mas ambos valeram muito a pena. <3

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2016 - O ano agridoce

Quando, há um ano atrás, entrámos em 2016, sabíamos que este ano nos traria uma nova vida. Não sabíamos, no entanto, que nos tiraria uma outra.
Vinhas ter connosco a todas as consultas e, quando o Martim nasceu, passaste todo o tempo que te deixaram no nosso quarto, no hospital. E ele nunca vai lembrar-se de ti.
Resta-nos acreditar que, onde quer que estejas, poderás ver como ele está crescido e como é uma criança feliz e bem-disposta. Quando está para aí virado. Não somos todos assim?
Resta-nos guardar connosco o teu sorriso e a tua alegria contagiantes. Aproveitar ao máximo cada momento, como tu fazias e quererias que fizéssemos também.
Lembras-te de quando a Joana ainda não tinha nascido e íamos ao clube de vídeo alugar filmes impróprios para a minha idade, que ficávamos a ver até horas a que não era suposto eu estar acordada? E de quando a minha mãe não queria que eu tivesse um segundo furo na orelha e tu foste comigo fazê-lo? E quando fomos ao cinema ver o único filme que tinha sessão àquela hora e éramos as únicas pessoas naquela sala? 30 anos e tantas recordações. Tu gostavas tanto do meu filho e ele nunca irá lembrar-se de ti.

Restam-nos as recordações. Resta-nos lembrar o que foste e o que representas para nós. Resta-nos acreditar que estás bem agora. Resta-nos pensar que agora temos, não uma, mas duas estrelinhas a guiar-nos e a olhar por nós.