Utilizar como único indicador de bem-estar de um
recém-nascido o seu (aumento de) peso. Comparar este aumento com tabelas feitas
para o bebé em geral, sem verificar cada caso em particular. Sem ter em
consideração se o bebé está bem-disposto, se dorme bem, se faz chichi e cocó.
Entre o sétimo e o décimo quarto dias de vida, o meu filho
engordou (só!) 10 gramas por dia. E eu que achava que, por essa altura, até
podia ainda estar a perder peso. Não não, isso é até ao décimo dia, agora já
devia estar a recuperar.
Recomendações: Dar de mamar de 2 em 2 horas, vai custar um
bocado acordá-lo, sobretudo durante a noite, mas vai valer o esforço; voltar,
não passado uma semana, mas passados 3 dias e, se continuar assim, temos de dar
suplemento, para além do leite materno.
Opinião geral baseada no senso comum: O teu leite não presta
(!), 1001 recomendações alimentares de como produzir leite que mataria
realmente a fome (!) ao meu filho.
O meu raciocínio: O meu filho, quando
acaba de mamar, dorme profundamente ou fica acordado e bem-disposto durante algumas horas, enche fraldas de chichi e cocó, parece tudo menos um bebé com fome.
Felizmente não segui as recomendações, porque, mesmo sem o
fazer, nesses 3 dias, aumentou 170 gramas. A continuar assim, entretanto vêm
falar-nos de obesidade infantil e põem o miúdo de dieta… :P (Já sei que não deve ser o caso, porque já lá voltámos e ele já voltou a engordar valores "normais mais para o baixo", de acordo com as tabelas).
Conclusão: É válida e talvez uma das melhores dicas que me
deram durante a gravidez: "Segue o teu instinto, tu vais saber se o Teu Filho
está ou não bem."
P.S.: Não temos sido mal tratados, antes pelo contrário, desde o início da gravidez e agora desde o início de vida do Martim, o atendimento no Centro de Saúde tem sido fantástico. Acho apenas que o Serviço Nacional de Saúde se baseia em normas padronizadas, demasiado rígidas e que nem sempre são aplicáveis à criança em questão…


