sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Não me engordem o miúdo!



Utilizar como único indicador de bem-estar de um recém-nascido o seu (aumento de) peso. Comparar este aumento com tabelas feitas para o bebé em geral, sem verificar cada caso em particular. Sem ter em consideração se o bebé está bem-disposto, se dorme bem, se faz chichi e cocó.
Entre o sétimo e o décimo quarto dias de vida, o meu filho engordou (só!) 10 gramas por dia. E eu que achava que, por essa altura, até podia ainda estar a perder peso. Não não, isso é até ao décimo dia, agora já devia estar a recuperar.
Recomendações: Dar de mamar de 2 em 2 horas, vai custar um bocado acordá-lo, sobretudo durante a noite, mas vai valer o esforço; voltar, não passado uma semana, mas passados 3 dias e, se continuar assim, temos de dar suplemento, para além do leite materno.
Opinião geral baseada no senso comum: O teu leite não presta (!), 1001 recomendações alimentares de como produzir leite que mataria realmente a fome (!) ao meu filho.
O meu raciocínio: O meu filho, quando acaba de mamar, dorme profundamente ou fica acordado e bem-disposto durante algumas horas, enche fraldas de chichi e cocó, parece tudo menos um bebé com fome.
Felizmente não segui as recomendações, porque, mesmo sem o fazer, nesses 3 dias, aumentou 170 gramas. A continuar assim, entretanto vêm falar-nos de obesidade infantil e põem o miúdo de dieta… :P (Já sei que não deve ser o caso, porque já lá voltámos e ele já voltou a engordar valores "normais mais para o baixo", de acordo com as tabelas).
Conclusão: É válida e talvez uma das melhores dicas que me deram durante a gravidez: "Segue o teu instinto, tu vais saber se o Teu Filho está ou não bem."

P.S.: Não temos sido mal tratados, antes pelo contrário, desde o início da gravidez e agora desde o início de vida do Martim, o atendimento no Centro de Saúde tem sido fantástico. Acho apenas que o Serviço Nacional de Saúde se baseia em normas padronizadas, demasiado rígidas e que nem sempre são aplicáveis à criança em questão… 

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